Biblioteca do Centro Escolar do Pontal, Agrupamento de Escolas Poeta António Aleixo, Portimão
quinta-feira, 16 de abril de 2020
quinta-feira, 9 de abril de 2020
eTwinning, 4.º D: "Pals Together"
eTwinning, 4.º D: "Pals Together"
Recebemos correspondência de Malta. Estamos a preparar cartas para responder aos nossos colegas de Bradford (RU) e de Kalkara (Malta) e para enviar para Filyro (Tessalónica, Grécia), Esmirna (Turquia) e Levico Terme (Itália).
É o nosso segundo projeto eTwinning com a Poplars Farm School, de Bradford. Desta vez fazemos parceria com outras quatro escolas. Tem sido um percurso entusiasmante, que serviu para (re)aprender algumas coisas: escrever cartas, traduzir textos, localizar países, comunicar com outros.
A nossa primeira videochamada, com a Poplars Primary School, de Bradford, RU:
Recebemos correspondência de Malta. Estamos a preparar cartas para responder aos nossos colegas de Bradford (RU) e de Kalkara (Malta) e para enviar para Filyro (Tessalónica, Grécia), Esmirna (Turquia) e Levico Terme (Itália).
É o nosso segundo projeto eTwinning com a Poplars Farm School, de Bradford. Desta vez fazemos parceria com outras quatro escolas. Tem sido um percurso entusiasmante, que serviu para (re)aprender algumas coisas: escrever cartas, traduzir textos, localizar países, comunicar com outros.
A nossa primeira videochamada, com a Poplars Primary School, de Bradford, RU:
Estamos em pulgas para reencontrar os nossos colegas de outros países!
quinta-feira, 2 de abril de 2020
segunda-feira, 30 de março de 2020
Para leres mais no regresso à Biblioteca.
Luísa Ducla Soares, O Capuchinho Vermelho no século XXI,
Porto Editora, 2015
O que dirias se acabasses de chegar
do mundo dos contos de fadas? O que acharias de ver a floresta transformada em
ruas e prédios? E… onde está o lobo? Será que lhe aconteceu alguma coisa
desagradável?
«A Menina
do Capuchino Vermelho estava farta de viver num tempo antigo, num livro antigo.
Apanhou um
dia o João, muito entretido a ler a sua história, e disse-lhe:
-- Ajuda-me
a saltar para o século XXI.
- Boa
ideia! – exclamou o rapaz. – Vem daí.
A garota
pousou os pés no chão da sala, olhando à sua volta, espantada.
-- Repara,
está um elefante junto da tua janela.
Ele riu-se.
--Impossível!
Eu moro no décimo andar. Aqui só chegam os pássaros.
A menina
olhou para a televisão.
Mexendo no
comando, o amigo mudou de canal e logo apareceu, por trás do vidro, o fundo do
mar.
-- Afinal
tens uma caixa mágica – concluiu ela, preparando-se para ficar toda a tarde a
ver filmes.
Mas o João
tinha combinado ir visitar a avozinha.
-- Veste o
casaco azul –recomendou a mãe. E leva uns bolinhos à avó Maria.
O rapaz
vestiu o casaco, deu a mão à menina e saíram juntos.
--
Esqueceste-te dos bolinhos que a tua mãe fez…
Como
resposta, o rapaz entrou com ela no supermercado.
-- Aqui é
que eu compro os bolos. A minha mãe passa o dia a trabalhar num escritório, não
tem tempo para fazer gulodices.
A rapariga
ficou admirada com aquela loja gigantesca. Esfregou os olhos, pois parecia que
estava num sonho. Para mostrar que era crescida e ajuizada, aconselhou:
-- O melhor
é não irmos pela floresta, que aí podemos encontrar o lobo mau.
O João desta
vez não se riu. A floresta à volta da cidade ardera no Verão. Tinham-lhe
deitado fogo para construírem mais prédios.
E eu que gosto
tanto de florestas… - choramingou a Capuchinho Vermelho. – Nem posso pensar no
mundo sem o verde das árvores, os bicharocos selvagens…
Iam a
atravessar a rua quando… zás! Surgiu um carro a grande velocidade. As crianças
fugiram para o passeio, mas o veículo ainda embateu no saco de bolos do
supermercado. Ficaram feitos numa papa.
-- Cuidado!
– gritou um polícia…»
Podes ler este livro na Biblioteca do Pontal
domingo, 29 de março de 2020
Para leres mais no regresso à Biblioteca
Isabel Zambujal, Histórias escritas na cara, Oficina do Livro, 2008. Ilustração de Madalena Ghira
«As histórias de que a Clara mais gostava era daquelas que estavam escritas no rosto da avó: por curtas ou compridas linhas junto aos olhos, perto da boca ou na testa, por pequenas sardas instaladas na ponta do nariz e até por uma cicatriz que lhe dava um ar de eterna traquinas.
O
ritual era sempre o mesmo: fosse nas noites com espírito de Natal, ou naquelas
que cheiravam a Verão, a avó passava os serões a contar as experiências de vida
à Clara. Só o cenário mudava: no Inverno, as personagens juntavam-se à avó e à
neta na enorme lareira da cozinha, onde se secavam os chouriços e se assavam as
maçãs para fazer puré temperado com pau de canela; e, nas noites mais quentes,
as histórias contavam-se na rua, mesmo ali à porta de casa, e eram acompanhadas
pelo cantar dos grilos e das cigarras.
Um
velho espelho com moldura de nogueira (que já devia ter quase tantos anos como
a árvore centenária!) estava sempre no colo da Clara, que por sua vez se
sentava ao colo da avó. E, de dedinho espetado, a menina percorria a cara da
senhora, fazendo perguntas para ouvir o passado tão presente naquele rosto.
--
Aqui estas duas pequeninas foram as primeiras, não foram , avó?
--
Tens mesmo boa memória, Clara. Eu conto-te a origem destas duas marcas, junto
aos cantinhos da boca.
Eu
devia ter para aí uns quatro anos. Ainda me lembro do que vestia: era um bibe
de pano azul-petróleo com uma casinhas brancas bordadas por uma vizinha
habilidosa. Estávamos em Setembro, no tempo das amoras silvestres, e a minha
mãe andava com as outras mulheres a preparar os bolos para mais um casamento na
aldeia. Já naquela altura se fazia o mesmo: o bolo da noiva era um suspiro
gigante com vários andares; acreditavam que ia dar sorte à nova família que daí
viria.
Como
te dizia, as mulheres encontravam-se muito atarefadas com as iguarias e, para
eu não ficar ali só a atrapalhar, o meu pai decidiu levar-me para a pesca.
Ele
e o seu amigo Manuel das lebres (gostava tanto destes bichinho que até lhes
tinha ficado com o nome) iam com alguma frequência para as margens do rio
pescar barbos e enguias.
Naquela
tarde, depois da hora da sesta, partimos os três a cavalo, e eu, sentada numa sela de pele avermelhada, sentia-me uma princesa naquele reino dominado por Dom
Senhor Meu Pai.
Quando chegamos à parte mais funda do rio, paramos, e o meu pai estendeu uma manta, ou melhor, um manto, junto a uns
arbustos carregados de amoras silvestres. O que os “pescadores” não sabiam é
que eu era mais rápida a apanhar as amoras do que eles o peixe. Aquelas
deliciosas guloseimas da natureza estavam mesmo à mão de semear, e quando deram
por mim tinha as casinhas do vestido pintadas de vermelho e a minha boca mais
parecia a de um palhaço.»
Isabel Zambujal: https://www.mercart.pt/wp-content/uploads/2019/10/the-art-of-isabel-zambujal-mercart.jpg
sábado, 28 de março de 2020
Para leres no regresso à Biblioteca...
O meu pai é um homem-pássaro é a história de um homem que queria voar. Queria tanto que deu asas à imaginação... e não só. Um dia, ele e a sua filha saltaram para o ar e bateram as asas para ganharem um prémio: seriam os primeiro a atravessar o rio Tyne a voar!
- David Almond é um autor britânico nascido em 1951. escreve para crianças e jovens adultos. Publicou a sua primeira obra em 1985. Recebeu vários prémios literários, entre estes o prestigiado prémio Hans Christian Andersen, de literaura infantil, em 2012.
David Almond, O
meu pai é um homem-pássaro, Editorial Presença, 2008
«Era uma manhã de
Primavera, como tantas outras, no n.º 12 de Lark Lane. Lá fora, os pássaros
chilreavam e piavam. O trânsito da cidade atroava e estrondeava e o despertador
de Lizzie tinia e retinia. Ela saltou da cama, lavou o rosto, esfregou bem
atrás das orelhas, lavou os dentes, escovou o cabelo, vestiu o uniforme
escolar, desceu, encheu a cafeteira elétrica, ligou-a, pôs pão na torradeira,
pôs a mesa com dois pratos, duas canecas, duas facas, leite, manteiga e geleia,
e depois dirigiu-se para o fundo da escada.
-- Pai! – chamou. –
Paizinho!
Nenhuma resposta.
-- Paizinho, são horas
de se levantar!
Nenhuma resposta.
-- Se não se lavar já
eu subo e...
Pisou ruidosamente o
primeiro degrau e, a seguir, o segundo.
--Vou subir! – gritou.
Ouviu um resmungo e um
gemido e, depois, nada.
-- vou contar até
cinco. Um... dois... dois e meio... Paizinho!
Lá de cima chegou um
grito abafado.
-- Espera aí, Lizzie!
Espera aí!
Ouviu-se um estrondo e
outro gemido e, depois, ali estava ele, mal ajambrado num velho roupão e
chinelos rotos, com o cabelo todo desgrenhado e a barba por fazer.
-- Desça, ande – disse
Lizzie.
Ele desceu aos
tropeções.
-- E não olhe para mim
dessa maneira.
--Não, Lizzie.
Com um puxão, ela
endireitou-lhe os ombros do roupão.
-- Olhe para si! Está
num bonito estado. Que diabo esteve a fazer lá em cima?
Ele sorriu.
-- A sonhar –
respondeu.
A sonhar! Que homem
este. Agora sente-se à mesa. Sente-se direito.
-- Sim, Lizzie.
Sentou-se na beirinha
da cadeira. Tinha os olhos brilhantes e entusiasmados. Lizzie encheu-lhe uma
caneca de chá.
-- Beba – disse, e ele
bebeu um golinho. – E coma essa torrada. – Ele mordiscou um vanto da torrada.
Coma-a como deve ser,
pai. – Ele deu uma dentada maior. E mastigue. Ele mastigou, durante uns
momentos. – E engula, paizinho. – Ele sorriu. – Sim, lizzie. – Deu uma grande
dentada, mastigou, engoliu e escancarou a boca para ela ver o seu interior.
- Engoli tudo. Estás a
ver?
Ela deu um estalo com
a língua e desviou os olhos.
-- Não seja tolo,
paizinho.
Endireitou-lhe o
cabelo e penteou-o. Endireitou-lhe a gola do casaco do pijama. Sentiu o
restolho denso da barba no queixo dele.
-- Tem de cuidar de
si. Não pode continuar dessa maneira, pois não?
O pai abanou a cabeça.
-- Não Lizzie. Com
certeza que não, Lizzie.
-- Hoje quero que tome
um duche, faça a barba e se vista como deve ser.
-- Sim, Lizzie.
-- Muito bem. E quais
são os seus planos para o dia?
Ele endireito-se na
cadeira e fitou-a.
-- Vou voar, Lizzie.
Como um pássaro.
A filha revirou os
olhos.
-- Ah, vai?
-- Vou, sim. E vou
participar no concurso.
-- No concurso? Que
concurso?
Ele riu-se,
inclinou-se para a frente e agarrou-lhe o braço.
-- O Grande Concurso
do Homem-Pássaro, evidentemente! Não ouviste falar nisso? Vem à cidade! Ouvi
dizer isso ontem. Não, anteontem. Ou naquele dia, fez na última terça-feira uma
semana. O que interessa é que o primeiro a atravessar o rio Tyne a voar ganha
mil libras. E eu vou concorrer. É verdade, Lizzie. É realmente verdade. Vou
ganhar! Vou, finalmente, mostrar o que valho.
Levantou-se, abriu os
braços e agitou-os como se fossem asas.
-- Os meus pés
levantaram-se do chão? - perguntou. - Levantaram-se? Os pés levantaram-se do
chão?
Correu
a agitar os braços, como se voasse.
– Oh, paizinho, não
seja pateta.
Lizzie correu atrás do
pai, que continuava a dar voltas pela sala. Conseguiu, finalmente, alcançá-lo e
voltou a alisar-lhe o cabelo e a endireitar-lhe o roupão.
-- Pois sim –
disse-lhe. – Talvez consiga voar como um pássaro, mas primeiro não se esqueça
de apanhar um pouco de ar e de comer um bom almoço, está bem?
Ele acenou
afirmativamente.
-- Pois sim, Lizzie –
concordou e, depois, agitou de novo os braços e deu uma pequena gargalhada.
-- Ah, a tia Doreen
disse que talvez passe por cá hoje.
O pai estacou. O seu
rosto desfigurou-se.
-- A tia Doreen ? –
perguntou.
Franziu o rosto e
suspirou.
-- Outra vez ela, não!
-- Sim, outra vez ela.
Vai fazê-lo regressa à terra.
Ele bateu o pé
esquerdo. E bateu o direito.
-- Mas, Lizzie… –
gemeu.
-- Nem mas Lizzie, nem
meio mas Lizzie. A tia Doreen gosta de si, como eu gosto. E preocupa-se
consigo, como eu me preocupo. Portanto, seja simpático com ela.
Os ombros dele
descaíram, e os braços penderam-lhe ao longo do corpo. Lizzie pegou na mala da
escola e deu um beijo no rosto do pai. Sorriu-lhe meigamente e abanou a cabeça.
Parecia um rapazinho, ali parado.
-- Que vou fazer
consigo?
-- Não sei, Lizzie –
murmurou ele.
Ela hesitou.
-- Não sei se devo
deixá-lo entregue a si próprio.
Ele riu-se.
Claro que deves. Tens
de ir para a escola, fazer as tuas contas de somar e os teus ditados.
Tinha razão. Ela
precisava de ir à escola. Gostava das contas de somar , dos ditados e das suas
professoras, assim como do diretor, o Sr. Mint, que fora tão bondoso para com
ela e o seu pai.
-- Está bem, eu vou,
Agora dê-me um beijo de até logo.
Ele beijou-a na face a
abraçaram-se. Depois, ela espetou o indicador:
-- Não se esqueça...
-- Está bem, Lizzie,
não me esqueço. Lavar-me. Fazer a barba. Comer um bom almoço. Apanhar muito ar.
E ser simpático com a tia D.
-- Muito bem. É isso
mesmo.
-- E não me esquecerei
de voar.
-- Oh, paizinho!
Ele pôs-lhe a mão nas
costas e conduziu-a à porta.
-- Vai – disse-lhe. –
Não precisas de te preocupar com coisa nenhuma. Anda, vai para a tua linda
escola.
Ela abriu a porta e
saiu para o jardim. Lançou-lhe um último olhar.
-- Adeus, Lizzie, até
logo.
Atravessou o jardim
até ao portão e saiu para a rua.
Parou um momento e
olhou para trás, para ele.
-- Vai, filha, eu estou bem.
Ela recomeçou a andar.
Ele acenou-lhe até a perder de vista e depois fechou a porta. Agitou os braços
a rir baixinho.
-- Pio, pio – disse. –
Tirou um pedaço de torrada debaixo da língua e cuspiu-o. – Pio pio – disse de
novo. – Pio pio, pio pio.
Depois viu uma mosca a
passear em cima da mesa.
Lambeu os lábios – iam, iam – e foi atrás dela.»
Para continuares a ler, requisita o livro na Biblioteca da tua escola.
Para continuares a ler, requisita o livro na Biblioteca da tua escola.
domingo, 16 de fevereiro de 2020
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020
Sei procurar na Internet?
Questionário de avaliação do impacto dos trabalhos práticos na aquisição de competências e capacidades dos alunos.
terça-feira, 11 de fevereiro de 2020
A única diferença de ser paraplégico é deslocar-me em cadeira de rodas
Guilherme Ribeiro veio falar com os 4.ºs anos sobre como trabalha, faz desporto e leva o seu filho à escola... E de muito mais.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020
Numa noite muito escura
A educadora Adelaide continua o seu projeto de animação da leitura com as crianças do ensino pré-escolar. Desta vez as crianças participaram na dramatização, em teatro de sombras, do conto "Numa noite muito escura.
terça-feira, 28 de maio de 2019
quinta-feira, 23 de maio de 2019
Sei ler o mundo/I can read the world: divulgação do nosso projeto
Conjuntamente com os nossos colegas da Osnovna Skola Turanj, de Karlovac, Croácia, desenvolvemos o projeto "Sei ler o mundo/I can read the world". Lemos visionámos notícias sobre assuntos que nos ajudam a conhecer e compreender problemas do mundo em que vivemos: segurança na Internet, igualdade de género, oportunidades para pessoas com deficiência e direitos dos animais. Procurámos que fossem os alunos a fazer as despesas da conversa. Os professores estavam lá para facilitar o debate e tirar dúvidas.
A jornalista Ana Varela, do Lagoa Informação, veio falar-nos sobre a importância da imprensa.
Foi muito giro fazer o vídeo de apresentação e falar com os colegas croatas através do Skype:
Parte do nosso trabalho consistiu em escrever uma notícia:
quinta-feira, 31 de janeiro de 2019
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