Biblioteca do Centro Escolar do Pontal, Agrupamento de Escolas Poeta António Aleixo, Portimão
segunda-feira, 23 de maio de 2022
Desafios de escrita: três anos letivos a inventar cenas...

O trabalho Boas prática: desafios de escrita do AEPAA de Agrupamento de Escolas Poeta António Aleixo está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais às concedidas no âmbito desta licença em bibpontal.blogspot.pt.
quarta-feira, 20 de abril de 2022
Як користуватися -- Recursos educativos em língua ucraniana
Як користуватися
Електронні версії підручників
ДИСТАНЦІЙНІ ШКОЛИ ТА НАВЧАЛЬНІ ПЛАТФОРМИ НАДАЮТЬ БЕЗКОШТОВНИЙ ДОСТУП ДЛЯ ЗДОБУВАЧІВ ОСВІТИ
Консульські служби Посольства України в Лісабоні надіслали нам контактний список українських освітніх центрів у Португалії:
Os serviços consulares da Embaixada da Ucrânia em Lisboa enviaram-nos uma lista de contactos de centros educativos ucranianos em Portugal:
1. Centro Educativo-cultural “Dyvosvit” em Lisboa da Associação dos ucranianos em Portugal, diretora – Iryna Shnaider 964575238
https://www.facebook.com/
2. Centro Educativo-cultural “Barvinok” em Vila Nova de Gaia da Associação dos ucranianos em Portugal, diretora – Aliyona Smertina 968945751
https://www.facebook.com/
4. Centro Educativo-cultural “Girasol” em Águeda da Associação dos ucranianos em Portugal, diretora – Nadia Umanska 969609831
https://www.facebook.com/
6. Centro Educativo-cultural “Dolonyka” em Évora da Associação dos ucranianos em Portugal, diretora – Janna Pasichnyk 927084785
https://www.facebook.com/
7. Centro Educativo-cultural “Escola de Taras Shevchenko” em Faro, diretora – Natalia Borysenkova 912648515
https://www.facebook.com/
8. Centro Educativo-cultural “Rodyna” em Lisboa da Associação “Tendências de sucesso”, diretora – Sra. Lesia 968569101
https://www.facebook.com/
9. Centro Educativo-cultural “Oberig” em Estoril da Associação “Fonte do mundo”, diretora – Uliana Kucheras 962659168
https://www.facebook.com/
10. Centro Educativo-cultural “Svitlycia” em Casem da Associação “Braço a braço”, ascu.lado.a.lado@gmail.com
https://www.facebook.com/
11. Centro Educativo-cultural “Vidrodjennia” em Fátima da Associação “Sobor”, diretor – Oleg Gutsko 967706848 aup.sobor@gmail.com
12. Centro Educativo-cultural “Barvinok” em Castanheira da Associação “Sobor”, diretor – Oleg Gutsko 967706848 aup.sobor@gmail.com
13. Centro Educativo-cultural “Dgerelo” em Torras Vedras da Associação “Sobor”, diretor – Oksana Hutsko 965313201 aup.sobor@gmail.com
terça-feira, 19 de abril de 2022
Дитячі книжки та підручники української мови - Livros infantis e livros didáticos na língua ucraniana
Учитель Анета Клейса з Гдині, Польща, та Катя Моховікова з Хаапсалу (Естонія) надіслали нам інтернет-адреси двох дуже корисних порталів для українських студентів, які бажають продовжити навчання рідною мовою. Ви можете зробити це вдома, з родиною та друзями.
As professoras Aneta Kleisa, de Gdynia, Polónia, e Katja Mokhovikova de Haapsalu, Estónia, enviaram-nos os endereços de internet de três portais muito úteis para os alunos ucranianos que desejam continuar a aprender na sua língua materna. Poderão fazê-lo em casa, com os seus familiares e amigos.
Шкільні підручники/Manuais escolares: https://lib.imzo.gov.ua/yelektronn-vers-pdruchnikv/?fbclid=IwAR1UDyy4HKvnnl2xD98bC1_6tGksHNYe0IJX-nCrHJ-bKqzKql12AqSG3eo
дитяча книжка/Livros infantis: https://lustrobiblioteki.pl/solidarnizukraina/ksiazki-w-jezyku-ukrainskim/?fbclid=IwAR1uPSQCKWylSfcJ9D4rH5zwOqu-4UCxxc4xekyHTQL8HIpAeXiLX4AIlnc
segunda-feira, 13 de dezembro de 2021
terça-feira, 16 de novembro de 2021
99... 100!
sexta-feira, 30 de abril de 2021
Como foi o teu mês de abril?
Amanhã entra o mês de maio. Em Abril tivemos poemas mil... pelo menos, alguns, que publicaremos em breve.
Fica aqui uma amostra...
O Mês de Abrir
Larysa Symkiv, 4.º D
Começa a brincar
Com as suas
Cores…
O sol acorda
Amarelo claro
Começa a brincar
No universo sem par
As árvores - de cor verde claro,
Verde escuro que vão brincando
No sopro do ar
A água - a cor azul claro,
Límpida e transparente
A relva - a cor
verde com
flores, borboletas,
de asas vermelhas
As pessoas gostam
Muito deste mês.
Por isso pode dizer-se alegria
Paixão e magia…
terça-feira, 27 de abril de 2021
Para leres na biblioteca: O menino da Lua, de Alice Vieira
O menino da Lua (excerto)
Alice Vieira
«Era uma vez um homem a quem a mulher morrera ao dar à luz um filho.
E porque era difícil criar um filho sozinho, decidiu o homem casar pela segunda vez.
Mas a nova mulher não gostava do menino e inventava sempre maneiras de o castigar, mesmo que ele nada tivesse feito que merecesse castigo.
Então, para escapar à madrasta, muito pequenino ainda o menino se habituara a sair de casa cedo, só voltando à noite. E passava o tempo todo a olhar para a Lua.
Quer a Lua estivesse cheia, cheia, cheia…
Quer a Lua estivesse minguada, minguada, minguada…
Até mesmo quando a Lua desaparecia do céu e ninguém sabia por onde é que ela andava. O menino nunca faltava.
- Porque olhas tanto para a Lua e esqueces tudo o mais que te rodeia? - perguntava-lhe o pai.
- Porque não tens tempo para fazer o que te mando, e pareces ter todo o tempo do mundo para olhar para a Lua? - perguntava-lhe a madrasta.
- Porque passas a vida a olhar para a Lua e nunca brincas connosco? - perguntavam-lhe os meninos da terra.
Mas ele continuava a olhar para a Lua e nunca respondia.
Tantas vezes o pai insistiu que um dia o menino acabou por dizer:
- A Lua está a mandar-me um recado Mas eu sou muito pequeno e não consigo entender.
- E que te diz a Lua?
- Diz-me que um dia o meu pai me há de querer deitar água nas mãos e eu não hei de deixar.
Nessa noite o homem contou à mulher a conversa que tivera com o filho e logo ela se pôs a gritar:
- Ó homem, pois ainda não percebeste?! Isso significa que um dia, quando ele crescer, há de querer mandar em nós e havemos de ser ambos criados dele! A única coisa a fazer é deitá-lo já (…) à água, com muita força para que se afunde imediatamente.
Mas o pai não teve coragem de fazer o que a mulher mandava.
Tirou o filho da cama, ainda a dormir, meteu-o dentro de um caixote de madeira castanha, desenhou na tampa uma grande lua cheia, fechou-o muito bem, fazendo apenas alguns furos para que pudesse respirar – e lançou-o sobre as águas.
Três dias e três noites andou o caixote sobre as ondas do mar, protegido pela Lua, que lá do alto regulava ventos e marés.
Até que um grupo de pescadores, que numa das margens tinha lançado as suas redes, avistou o caixote e pensou que dentro dele poderia haver um grande tesouro.
Puxaram-no para terra e levaram-no ao palácio real: se fosse um tesouro, o rei saberia recompensá-los.
Mas quando o rei abriu o caixote, nele encontrou apenas um menino que lhe sorria.
- As vossas suspeitas estavam certas – disse o rei para os pescadores.- Na verdade, este caixote traz um tesouro! Este caixote traz-me o filho com que sempre sonhei e que os deuses nunca me deram. E deve ter ido esta lua nele desenhada que o guiou até aqui.
Voltaram os pescadores para as suas casas muito bem recompensados, mandou o rei guardar o caixote, e o menino ficou a viver no palácio, como se fosse seu filho.
E todos os súbditos diziam:
- Nunca houve príncipe como este!
E maravilhavam-se com a sua bondade e inteligência.
No dia em que o príncipe fez vinte anos, o rei chamou-o:
- Estou a ficar velho e cansado. Um dia serás tua a dirigir este reino e não duvido que o farás com grande sabedoria. Mas há muito mais mundo para lá das nossas muralhas. Há gente diferente de nós que fala línguas diferentes da nossa, que tem costumes diferentes dos nossos, que pensa de maneira diferente de nós. E se tu não os conheceres, nunca conhecerás o mundo como ele realmente é. E nunca serás o rei que eu quero que sejas.
- Que terei de fazer, meu pai? - perguntou o príncipe.
- Leva o cavalo mais veloz das nossas cavalariças e vai correr mundo. Esta é a melhor prenda de anos que te posso dar.
Andou o príncipe anos e anos pelos quatro cantos do mundo.
Subiu montanhas, desceu vales, atravessou planícies, cruzou oceanos.
Tremeu de frio, tombou de calor.
Ouviu misteriosas falas, dançou ao som de estranhas músicas.
Conheceu gente de pele branca, amarela, negra.
E de cabelos oiros, castanhos, brancos, negros, ruivos.
Mas todos sorriam e choravam da mesma maneira.
De vez em quando, antes de adormecer, o príncipe olhava para a Lua. E tinha a sensação de que ela lhe queria dizer qualquer coisa.
Só não conseguia perceber o quê.
Andava o príncipe com muitas saudades do seu reino, do seu palácio e do seu pai, quando uma tarde, depois de muito caminhar, foi dar a uma estalagem a cair de velha. Ainda pensou em seguir viagem e em procurar dormida num lugar mais acolhedor, mas sentia-se muito cansado, sem forças para continuar.
Bateu à porta e entrou.
Os estalajadeiros vieram recebê-lo mas logo o avisaram que iria ali encontrar muito pouco que o pudesse satisfazer:
- Temos tido anos muito maus – disse o homem.
- Anos de seca em que tudo morre por água a menos; a que se seguem anos de chuvas e inundações, em que tudo morre por água a mais – disse a mulher.
- E viveram sempre aqui? - perguntou o príncipe.
-Em novos vivíamos noutro lugar. Mas perdemos um filho por culpa nossa e os remorsos foram tantos que não aguentámos ficar lá muito tempo – disse o homem.
- Escolhemos então esta terra, mas tudo nos tem corrido mal. Estamos velhos e a vida é cada dia mais difícil – disse a mulher.
O príncipe perguntou se pelo menos lhe poderiam dar água, para que pudesse beber um pouco, lavar-se e seguir viagem. O estalajadeiro encheu uma bacia de água e ia deitá-la sobre as mãos do príncipe, quando este recuou:
- Tu és velho demais e sem forças para pegar nessa bacia tão cheia. Eu próprio tratarei de mim.
O velho estremeceu ao ouvir estas palavras.
- Que foi? - estranhou o príncipe. - Disse alguma coisa que te ofendesse?
- Não - respondeu o homem. - Lembrei-me apenas que o filho que perdi me disse que eu havia um dia de lhe querer deitar água nas mãos e...»
Para conheceres o fim desta história, procura o livro na biblioteca da escola.
quinta-feira, 22 de abril de 2021
Canções do 25 de Abril
Muitas canções marcaram o 25 de Abril de 1974 e os anos que se seguiram. Eram canções de esperança e apelos à mudança que exprimiam desejos de liberdade, igualdade, fraternidade e progresso.
Pedra filosofal (Eles não sabem que o sonho...): https://www.youtube.com/watch?v=kGvY4tqcgUQ&list=PLaXcSjXKutefCOVBwcHe_47Yhl7XNMzNG&index=8
Somos livres (Uma gaivota...): https://www.youtube.com/watch?v=3QiDFAw_rW8
Grândola, vila morena: https://www.youtube.com/watch?v=Ha-h5bPSxQE
O primeiro dia: https://www.youtube.com/watch?v=kGvY4tqcgUQ&list=PLaXcSjXKutefCOVBwcHe_47Yhl7XNMzNG&index=8
A cantiga é uma arma: https://www.youtube.com/watch?v=UAyS8cP5NX8&list=PLaXcSjXKutefCOVBwcHe_47Yhl7XNMzNG&index=10
Fado tropical: https://www.youtube.com/watch?v=VHQFmBrjLCM
quarta-feira, 24 de março de 2021
Sugestão de leitura
Pele de foca
Conto tradicional inuíte, recontado por Tim Bowley em Não há como escapar
Movido por uma força maior que ele, o homem continuou a remar silenciosamente. Chegou à ilha e escondeu-se entre as rochas. Ao fazê-lo tropeçou em qualquer coisa que estava no chão. Pegou na coisa e escondeu-a na sua parca. Pouco tempo depois as mulheres terminaram a dança e cada uma delas pegou numa trouxa que sacudiu, revelando peles de foca. Cada uma vestiu a sua pele, e elas saltaram para a água. Todas exceto uma, a mais bonita de todas, que procurava desesperadamente qualquer coisas por entre as rochas.
A certa altura o homem levantou-se e disse:
— Mulher, sou um homem solitário. Vem viver comigo e sê minha esposa.
— Não posso viver contigo! Sou das outras criaturas!
— Mulher, vem viver comigo. Daqui a sete anos devolver-te-ei a tua pele e depois poderás escolher entre ficar comigo ou regressar à água.
Como não tinha opção, a mulher foi com ele e pouco tempo depois deu à luz um filho a quem chamaram Ooruk. Ooruk foi crescendo e a mãe contava-lhe histórias da vida no oceano. Ela talhava animais do mar para ele brincar e ensinava-lhe as estrelas, dando a cada constelação o nome de um peixe.
Mas os anos foram passando e a mulher começou a perder a saúde. O cabelo caiu-lhe, os olhos ficaram turvos e começou a coxear. Certa noite Ooruk acordou com o barulho dos pais a discutir.
— Os sete anos já passaram! – gritava a mãe. – Tu prometeste devolver-me a pele!
— Não! Não! – gritava o pai. – Se o fizer tu abandonas-me a mim e ao nosso filho, e eu não suportaria isso!
— Não sei o que faria. Só sei que aqui estou a morrer.
Ooruk adormeceu, mas acordou a ouvir chamar pelo seu nome, e era como se o próprio mar o estivesse a chamar.
«OOruk! Ooruk! Ooruk!»
Ele saltou da cama, enfiou as botas e a parca e correu para a praia. Quando l´+a chegou viu uma velha foca-macho a rebolar-se na água e a olhar para ele. Depois tropeçou em qualquer coisa que estava escondida nas rochas. Pegou nela e percebeu imediatamente que era a pele da mãe, pois tinha o cheiro dela.
Voltou a correr a casa e deu-lha. Os dois voltaram à praia mas, ao ver a mãe vestir a pele, o medo apoderou-se de Ooruk.
— Não me deixes! – gritou.
Ela olhou para ele com um amor profundo nos olhos. Pegou-lhe com as barbatanas, soprou-lhe na boca, e depois saltou com ele para dentro de água. Emergiram numa caverna cheia de focas, onde estava, sentada numa rocha, a velha foca que ele tinha visto antes. A sua mãe aproximou-se dela.
— Como vão as coisas no mundo lá em cima? – perguntou a foca mais velha.
— Mal, pai. Magoei um homem que me amava mas eu não podia ficar lá, porque estava a morrer.
— E o rapaz? – perguntou a foca mais velha, apontando para Ooruk. – Ele vem viver connosco?
— Não – disse ela. – Ele pertence às outras criaturas e tem de regressar. Mas deixa-o passar algum tempo connosco, para aprender os nossos costumes.
E, assim, Ooruk viveu algum tempo com as focas e aprendeu as suas canções e histórias. Numa noite de lua cheia, o avô e a mãe nadaram com ele até à costa.
— Ooruk – disse a mãe – basta que toques nos animais que eu talhei para ti, e eu estarei contigo.
Então Ooruk beijou as duas focas e pisou terra firme.
Ele cresceu e veio a ser um grande cantor e contador de histórias entre a sua gente., e muitas noites era avista ao longe, no mar, inclinado na borda da sua canoa, a conversar com uma foca «A Brilhante» e, embora muitos tenham tentado, nunca ninguém conseguiu apanhá-la.
Esta história dá que pensar! A mulher foca deveria ter ficado em terra com o marido e o filho? Porquê?
O pescador agiu bem quando escondeu a pele e quis que a mulher-foca se casasse com ele? Porquê?
Escreve a tua opinião no Classroom da Biblioteca.





