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quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Lengalengas e rimas do Arco-da Velha

Textos simples e divertidos adequados para o 1.º ano e Jardim de infância.  Esta edição foi produzida pelo projeto Luso Livros

Esta obra apresenta, na sua forma original, muitas lengalengas e rimas que várias personalidades literárias contemporâneas copiaram ou adaptaram. Para quê ler a cópia quando se pode ter o original?...


terça-feira, 11 de outubro de 2022

Áudio: "A panqueca doce"

 A panqueca doce -- conto russo adaptado a partir da versão publicada em Os mais belos contos da Rússia, Editora Civilização, 1993



quarta-feira, 20 de abril de 2022

Як користуватися -- Recursos educativos em língua ucraniana

 


Як користуватися

Навички дошкільняти


Електронні версії підручників

ДИСТАНЦІЙНІ ШКОЛИ ТА НАВЧАЛЬНІ ПЛАТФОРМИ НАДАЮТЬ БЕЗКОШТОВНИЙ ДОСТУП ДЛЯ ЗДОБУВАЧІВ ОСВІТИ

Консульські служби Посольства України в Лісабоні надіслали нам контактний список українських освітніх центрів у Португалії:

Os serviços consulares da Embaixada da Ucrânia em Lisboa enviaram-nos uma lista de contactos de centros educativos ucranianos em Portugal:

1. Centro Educativo-cultural “Dyvosvit” em Lisboa da Associação dos ucranianos em Portugal, diretora – Iryna Shnaider  964575238

https://www.facebook.com/groups/150689999018898

 

2Centro Educativo-cultural “Barvinok” em Vila Nova de Gaia da Associação dos ucranianos em Portugal, diretora – Aliyona Smertina 968945751

https://www.facebook.com/barvinok.gaia

 

4. Centro Educativo-cultural “Girasol” em Águeda da Associação dos ucranianos em Portugal, diretora – Nadia Umanska 969609831

https://www.facebook.com/soniashnykgirassol/

 

5Centro Educativo-cultural “Aquários” em Santarém da Associação dos ucranianos em Portugal, diretora – Tetiana Tarnavska 964571967

https://m.facebook.com/%D0%A3%D0%9A%D0%9E%D0%A6-%D0%92%D0%B5%D1%81%D0%B5%D0%BB%D0%BA%D0%B0-Santar%C3%A9m-Portugal-106438075217304/

 

6. Centro Educativo-cultural “Dolonyka” em Évora da Associação dos ucranianos em Portugal, diretora – Janna Pasichnyk 927084785

https://www.facebook.com/janna.pasichnyk.7

 

7. Centro Educativo-cultural “Escola de Taras Shevchenko” em Faro, diretora – Natalia Borysenkova 912648515

https://www.facebook.com/groups/ukr.school.faro

 

8.  Centro Educativo-cultural “Rodyna” em Lisboa da Associação “Tendências de sucesso”, diretora – Sra. Lesia 968569101

https://www.facebook.com/groups/1952088998424422/

 

9Centro Educativo-cultural “Oberig” em Estoril da Associação “Fonte do mundo”, diretora – Uliana Kucheras 962659168

https://www.facebook.com/escola.oberig/

 

10. Centro Educativo-cultural “Svitlycia” em Casem da Associação “Braço a braço”, ascu.lado.a.lado@gmail.com

 https://www.facebook.com/Lado-a-Lado-Associa%C3%A7%C3%A3o-S%C3%B3cio-Cultural-Ucraniana-1159753167527772 (ascu.lado.a.lado@gmail.com)

 

11Centro Educativo-cultural “Vidrodjennia” em Fátima da Associação “Sobor”, diretor – Oleg Gutsko 967706848 aup.sobor@gmail.com

 

12Centro Educativo-cultural “Barvinok” em Castanheira da Associação “Sobor”, diretor – Oleg Gutsko 967706848 aup.sobor@gmail.com

 

13Centro Educativo-cultural “Dgerelo” em Torras Vedras da Associação “Sobor”, diretor – Oksana Hutsko 965313201 aup.sobor@gmail.com





terça-feira, 19 de abril de 2022

Дитячі книжки та підручники української мови - Livros infantis e livros didáticos na língua ucraniana




Учитель Анета Клейса з Гдині, Польща, та Катя Моховікова з Хаапсалу (Естонія) надіслали нам інтернет-адреси двох дуже корисних порталів для українських студентів, які бажають продовжити навчання рідною мовою. Ви можете зробити це вдома, з родиною та друзями.

As professoras Aneta Kleisa, de Gdynia, Polónia, e Katja Mokhovikova de Haapsalu, Estónia, enviaram-nos os endereços de internet de três portais muito úteis para os alunos ucranianos que desejam continuar a aprender na sua língua materna. Poderão fazê-lo em casa, com os seus familiares e amigos.





Шкільні підручники/Manuais escolares: https://lib.imzo.gov.ua/yelektronn-vers-pdruchnikv/?fbclid=IwAR1UDyy4HKvnnl2xD98bC1_6tGksHNYe0IJX-nCrHJ-bKqzKql12AqSG3eo


https://pidruchnyk.com.ua/


дитяча книжка/Livros infantis: https://lustrobiblioteki.pl/solidarnizukraina/ksiazki-w-jezyku-ukrainskim/?fbclid=IwAR1uPSQCKWylSfcJ9D4rH5zwOqu-4UCxxc4xekyHTQL8HIpAeXiLX4AIlnc 

terça-feira, 16 de novembro de 2021

99 anos de José Saramago II

Leitura de A maior flor do mundo pelo 4.º D, prof.ª Magda:

99... 100!

José Saramago nasceu há 99 anos. Começam hoje as comemorações do seu centenário, que terminarão em 2022. Na nossa escola participamos hoje na leitura de A maior flor do mundo, às 10:00. Entretanto, as turmas do 4.º ano estão a fazer gravações da leitura desta obra. Ficam aqui a gravação feita pelo 4.º E, professora Sofia:

sexta-feira, 30 de abril de 2021

Como foi o teu mês de abril?

 Amanhã entra o mês de maio. Em Abril tivemos poemas mil... pelo menos, alguns, que publicaremos em breve.

Fica aqui uma amostra...


O Mês de Abrir

Larysa Symkiv, 4.º D

 

Começa a brincar 

Com as suas

Cores…

O sol acorda

Amarelo claro

Começa a brincar

No universo sem par

As árvores - de cor verde claro,

Verde  escuro que vão brincando

No sopro do ar

A água - a cor azul claro,

Límpida e transparente

A relva - a cor

verde com 

flores, borboletas,

de asas vermelhas

As pessoas gostam 

Muito deste mês.

Por isso pode dizer-se alegria

Paixão e magia…

 

terça-feira, 27 de abril de 2021

Para leres na biblioteca: O menino da Lua, de Alice Vieira

O menino da Lua é uma história tradicional portuguesa, aqui recontada por Alice Vieira.
O argumento desta história faz lembrar várias outras: a de Moisés, cuja mãe o lançou ao rio Nilo num cesto, com a esperança de que alguém o encontrasse e dele cuidasse; a de Ulisses, que regresso à sua terra natal é reconhecido pela cicatriz que tinha no joelho; a da princesa que serve ao rei comida sem sal...

Não conheces estas histórias??? Então lê primeiro O menino da Lua.





O menino da Lua (excerto)

Alice Vieira


«Era uma vez um homem a quem a mulher morrera ao dar à luz um filho.

E porque era difícil criar um filho sozinho, decidiu o homem casar pela segunda vez.

Mas a nova mulher não gostava do menino e inventava sempre maneiras de o castigar, mesmo que ele nada tivesse feito que merecesse castigo.

Então, para escapar à madrasta, muito pequenino ainda o menino se habituara a sair de casa cedo, só voltando à noite. E passava o tempo todo a olhar para a Lua.

Quer a Lua estivesse cheia, cheia, cheia…

Quer a Lua estivesse minguada, minguada, minguada…

Até mesmo quando a Lua desaparecia do céu e ninguém sabia por onde é que ela andava. O menino nunca faltava.

- Porque olhas tanto para a Lua e esqueces tudo o mais que te rodeia? - perguntava-lhe o pai.

- Porque não tens tempo para fazer o que te mando, e pareces ter todo o tempo do mundo para olhar para a Lua? - perguntava-lhe a madrasta.

- Porque passas a vida a olhar para a Lua e nunca brincas connosco? - perguntavam-lhe os meninos da terra.

Mas ele continuava a olhar para a Lua e nunca respondia.


Tantas vezes o pai insistiu que um dia o menino acabou por dizer:

- A Lua está a mandar-me um recado Mas eu sou muito pequeno e não consigo entender.

- E que te diz a Lua?

- Diz-me que um dia o meu pai me há de querer deitar água nas mãos e eu não hei de deixar.

Nessa noite o homem contou à mulher a conversa que tivera com o filho e logo ela se pôs a gritar:

- Ó homem, pois ainda não percebeste?! Isso significa que um dia, quando ele crescer, há de querer mandar em nós e havemos de ser ambos criados dele! A única coisa a fazer é deitá-lo já (…) à água, com muita força para que se afunde imediatamente.

Mas o pai não teve coragem de fazer o que a mulher mandava.

Tirou o filho da cama, ainda a dormir, meteu-o dentro de um caixote de madeira castanha, desenhou na tampa uma grande lua cheia, fechou-o muito bem, fazendo apenas alguns furos para que pudesse respirar – e lançou-o sobre as águas.


Três dias e três noites andou o caixote sobre as ondas do mar, protegido pela Lua, que lá do alto regulava ventos e marés.

Até que um grupo de pescadores, que numa das margens tinha lançado as suas redes, avistou o caixote e pensou que dentro dele poderia haver um grande tesouro.

Puxaram-no para terra e levaram-no ao palácio real: se fosse um tesouro, o rei saberia recompensá-los.

Mas quando o rei abriu o caixote, nele encontrou apenas um menino que lhe sorria.

- As vossas suspeitas estavam certas – disse o rei para os pescadores.- Na verdade, este caixote traz um tesouro! Este caixote traz-me o filho com que sempre sonhei e que os deuses nunca me deram. E deve ter ido esta lua nele desenhada que o guiou até aqui.

Voltaram os pescadores para as suas casas muito bem recompensados, mandou o rei guardar o caixote, e o menino ficou a viver no palácio, como se fosse seu filho.

E todos os súbditos diziam:

- Nunca houve príncipe como este!

E maravilhavam-se com a sua bondade e inteligência.


No dia em que o príncipe fez vinte anos, o rei chamou-o:

- Estou a ficar velho e cansado. Um dia serás tua a dirigir este reino e não duvido que o farás com grande sabedoria. Mas há muito mais mundo para lá das nossas muralhas. Há gente diferente de nós que fala línguas diferentes da nossa, que tem costumes diferentes dos nossos, que pensa de maneira diferente de nós. E se tu não os conheceres, nunca conhecerás o mundo como ele realmente é. E nunca serás o rei que eu quero que sejas.

- Que terei de fazer, meu pai? - perguntou o príncipe.

- Leva o cavalo mais veloz das nossas cavalariças e vai correr mundo. Esta é a melhor prenda de anos que te posso dar.


Andou o príncipe anos e anos pelos quatro cantos do mundo.

Subiu montanhas, desceu vales, atravessou planícies, cruzou oceanos.

Tremeu de frio, tombou de calor.

Ouviu misteriosas falas, dançou ao som de estranhas músicas.

Conheceu gente de pele branca, amarela, negra.

E de cabelos oiros, castanhos, brancos, negros, ruivos.

Mas todos sorriam e choravam da mesma maneira.

De vez em quando, antes de adormecer, o príncipe olhava para a Lua. E tinha a sensação de que ela lhe queria dizer qualquer coisa.

Só não conseguia perceber o quê.


Andava o príncipe com muitas saudades do seu reino, do seu palácio e do seu pai, quando uma tarde, depois de muito caminhar, foi dar a uma estalagem a cair de velha. Ainda pensou em seguir viagem e em procurar dormida num lugar mais acolhedor, mas sentia-se muito cansado, sem forças para continuar.

Bateu à porta e entrou.

Os estalajadeiros vieram recebê-lo mas logo o avisaram que iria ali encontrar muito pouco que o pudesse satisfazer:

- Temos tido anos muito maus – disse o homem.

- Anos de seca em que tudo morre por água a menos; a que se seguem anos de chuvas e inundações, em que tudo morre por água a mais – disse a mulher.

- E viveram sempre aqui? - perguntou o príncipe.

-Em novos vivíamos noutro lugar. Mas perdemos um filho por culpa nossa e os remorsos foram tantos que não aguentámos ficar lá muito tempo – disse o homem.

- Escolhemos então esta terra, mas tudo nos tem corrido mal. Estamos velhos e a vida é cada dia mais difícil – disse a mulher.

O príncipe perguntou se pelo menos lhe poderiam dar água, para que pudesse beber um pouco, lavar-se e seguir viagem. O estalajadeiro encheu uma bacia de água e ia deitá-la sobre as mãos do príncipe, quando este recuou:

- Tu és velho demais e sem forças para pegar nessa bacia tão cheia. Eu próprio tratarei de mim.

O velho estremeceu ao ouvir estas palavras.

- Que foi? - estranhou o príncipe. - Disse alguma coisa que te ofendesse?

- Não -  respondeu o homem. - Lembrei-me apenas que o filho que perdi me disse que eu havia um dia de lhe querer deitar água nas mãos e...»



Para conheceres o fim desta história, procura o livro na biblioteca da escola.


quinta-feira, 22 de abril de 2021